PÓVOA DÃO

                                                                                                                                                               Foto: Pardieiros online
No âmbito de um estudo realizado na sequência de uma parceria entre a Oryzon Energias, empresa
do Grupo Catarino,e as universidades de Coimbra e Aveiro na aldeia de Póvoa Dão foram identificadas  mais de 400 espécies de animais, plantas e fungos.

Esta parceria irá permitir o inventário exaustivo e a criação de uma base de dados das espécies identificadas, monitorizar e minimizar eventuais impactos sobre estas espécies e ecossistemas, desenhar e desenvolver acções de sensibilização, organizar roteiros fotográficos sobre biodiversidade e divulgar a panóplia de espécies existentes junto à aldeia, bem como os melhores locais para as observar.


No âmbito deste estudo, já foram identificadas 422 espécies: 79 são espécies animais (mamíferos, anfíbios, répteis e aves), entre as quais se destacam o lagarto de água (Lacerta schreiberi) e o tritão de ventre laranja (Lissotriton boscai) (espécies endémicas da Península Ibérica), a lontra (Lutra lutra) e a salamandra lusitânica (Chioglossa lusitanica)e diversas espécies de aves.

240 são espécies de plantas entre as quais podemos encontrar ervas ornamentais como o feto-real (Osmunda regalis) e o lírio-amarelo-dos-pântanos (Iris pseudacorus), arbustos melíferos e ornamentais, típicos da área mediterrânica, como o pilriteiro (Crataegus monogyna) e a esteva (Cistus ladanifer) e espécies simultaneamente medicinais e tóxicas como a dedaleira (Digitalis thapsi), a cebola-albarrã (Urginea maritima) e a norça-branca (Bryonia dioica).

100 que são espécies de fungos, alguns deles, emblemáticos da Península Ibérica. 
 
Mapeamento rigoroso da região.
Os resultados deste trabalho, permitirão disponibilizar a todos os visitantes da aldeia de turismo de natureza, Póvoa Dão, um contacto mais directo com as espécies representativas da região, através da organização de actividades como 'birdwatching', passeios botânicos, roteiros fotográficos, passeios micológicos, observação de herpetofauna, identificação de indícios de presença de mamíferos, percursos pedestres, entre outros.
Depois de concluído, este estudo irá permitir um mapeamento rigoroso da região, com as respectivas espécies assinaladas, descrição das suas características, equipamentos de observação e ainda de percursos pedestres assinalados, para que possam desfrutar da paisagem e das espécies únicas desta região, com consciência ecológica e ambiental.

Fonte: Diario de Viseu