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Novas Regras Ortograficas ja valem no Brasil

O novo Acordo ortográfico aprovado pelos sete países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa já estão valendo no Brasil desde o dia 1º de Janeiro de 2009. No entanto, segundo decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a antiga e a nova forma de escrita podem ser adoptadas até 2012, quando termina o período de transição. Em Portugal, por exemplo, as novas regras terão prazo até 2014 para serem adoptadas.
Entre as principais alterações na escrita está o desaparecimento do trema( que passa a qe), a queda de acentos e os novos padrões para o uso do hífen. Vale lembrar que somente a grafia é que muda, a forma de falar, os sotaques e o sentido das palavras não sofrem qualquer modificação.
No Brasil, as editoras e os escritores já se estão adaptando para acompanhar as mudanças, já que o país é o primeiro a adoptar oficialmente as novas regras ortográficas

11 comentários

António J. Silva disse...

Márcia, explica p.f. melhor esta alteração do "qe", se possível com alguns exemplos... Vamos escrever p.e. "inqérito", em vez de "inquérito"?

Sónia Mendes disse...

Bem... este é um assunto que ainda me deixa algumas dúvidas...
Acho muitíssimo bem que se fale e escreva igual em todos os locais onde se fala português, mas tenho algum receio... pois agora já se escreve tão mal, como é que se vai escrever bem agora com as alterações?!

Márcia disse...

As dúvidas sobre a nova ortografia serão sanadas com o tempo. É uma questão de tempo e paciência.

O trema desaparece definitivamente das palavras, quando a letra U for antecedida de Q ou G e seguida de E ou I.

Ex. lingüiça = linguiça
tranqüilo = tranquilo
freqüente = frequente
pingüim = pinguim
bilingüe = bilingue

Como o Brasil é o primeiro a adotar o acordo ortográfico é melhor que comece a escrever logo segundo as novas regras, então, não estranhem se aparecerem em meio texto palavras como voo sem acento; tranquilidade sem trema; ideia sem acento agudo...

Carlos Peixeira Marques disse...

Ao contrário da Sónia, eu não acho bem que se fale igual em todo o lado, ou melhor, tal não é possível - e nem sequer será necessário comparar Europa com África e Brasil, basta comparar Beijós com Penedo e Pardieiros, três formas diferentes de falar.

Quanto à escrita, a possibilidade de uniformização esbarra nas diferenças na forma de falar dos três continentes (já nem menciono Timor nem Macau, onde a língua se escreve, mas não se fala). Uniformizar a ortografia é uma operação cosmética, quando há tão acentuadas diferenças vocabulares (ex: pimbolim, ônibus, trem, mídia, barganha, AIDS, destinação, demanda, planejamento, treinamento, emissivo, esportes, time, acostamento, etc.) e, sobretudo, sintácticas.

Por razões profissionais, de vez em quando sou obrigado a escrever em inglês. Faço-o de forma diferente, consoante o alvo seja UK ou USA. Com ajuda do corrector ortográfico, não me custa. Os ingleses e americanos não se preocupam com o assunto e não é pela diferença na ortografia e nalguns vocábulos que o inglês deixa de ser a língua-padrão deste planeta.

Voltaremos ao bate-papo :) em 2014.

P.S. Devido ao anúncio do Scolari, todos sabem o significado de pimbolim, ônibus e trem; aqui fica a versão portuguesa dos outros vocábulos: media (meios de comunicação), negociação, SIDA, destino (de viagem), procura, planeamento, formação (treino, se for no desporto), emissor, desporto, equipa, berma.

Márcia disse...

A uniformização será somente na escrita e com relação às palavras que são comuns nos países.

A fala de cada país vai continuar a mesma. Não haverá mudança alguma.

Assim sendo, enquanto no Brasil falamos AIDS, em Portugal vocês continuam falando SIDA. Enquanto no Brasil falamos ônibus e trem, em Portugal vocês continuam dizendo autocarro e comboio. Nada disso vai mudar.

A fala, o som das palavras vai continuar a mesma, sempre. Até para as palavras que perderam acentos e o trema. Vamos continuar falando pingüim ou pinguim da mesma forma, somente a escrita é que será diferente. No mais, o pingüim falado continuará sempre com trema, com o som do trema, enquanto que o pinguim escrito ficará sem o trema.

Patricia Pais disse...

Ora aqui está um assunto que deve ser bem debatido...
Pois eu não sei se será mto bom esta mudança na ortografia...
Acho que o pais ainda nao está preparado para estas mudanças.
Para falar a sério nem eu....
Ainda tnho que me integrar bem neste assunto...

Márcia disse...

Patricia,

Ninguém está preparado para as mudanças, no entanto, se elas já foram sacramentadas o que temos de fazer é saber quais são as novas regras e irmos nos adaptando aos poucos. Se é inevitável, então é melhor começarmos já.

Em Portugal, somente em 2014 é que as regras passam a valer para vocês. Então, vocês terão mais tempo para se adaptarem às novas regras do que nós, brasileiros.

A partir de hoje os jornais brasileiros já começam a implantar a nova grafia. Então, já começamos a adaptação pela leitura dos jornais.

Outro item importante. No Brasil, com certeza que os futuros concursos públicos já
realização perguntas sobre a nova ortografia. Também já seremos obrigados a escrever a redação conforme a nova ortografia, senão estaremos perdendo pontos na hora da correção da prova.

Então, já que é inevitável, vamos voltar a estudar para assim escrevermos conforme as novas mudanças ortográficas.

Patricia Pais disse...

Vou esforçar-me ao máximo para estar prepara quando essas mudanças chegarem mesmo a portugal.

Maria do Céu disse...

Na minha opinião a linguagem falada e escrita não deve ser igual nos PALOPs. como dizia a minha Avozinha "cada terra com seu uso e cada roca com o seu fuzo".

Carlos Peixeira Marques disse...

Para uma visão mais lusa da coisa, ler este artigo de opinião no DN.

Carlos Peixeira Marques disse...

Peço desculpa por ter de fazer um comentário longo, mas é só para ilustrar como o acordo "a correr bem" não vale nada para uniformizar o uso da língua.
Transcrevo um "despacho" da Lusa, nas versões Brasil e Portugal. Descubra as semelhanças:

Lisboa, 9 fev (Lusa) - Paços Ferreira e Belenenses, duas equipes em luta pela permanência na elite do futebol luso, empataram por 1 a 1, marcados por dois jogadores brasileiros, na partida de encerramento da 17º rodada do Campeonato Português.
Lisboa, 09 Fev (Lusa) - Paços de Ferreira e Belenenses, duas equipas em luta pela manutenção, empataram hoje 1-1 no jogo de encerramento da 17ºjornada da Liga portuguesa de futebol

O Belenenses, que permanece no 13º lugar, uma posição atrás do adversário desta segunda-feira, inaugurou o marcador logo aos seis minutos de jogo, com Saulo. A equipe da casa restabeleceu o empate aos 22 da primeira etapa, graças ao conterrâneo Cristiano, que marcou seu quarto gol no campeonato.
Os dois times disputaram o jogo no Estádio da Mata Real sem chances de caírem para a zona de rebaixamento. O empate deixou as equipes à frente de Trofense, Vitória de Setúbal e Rio Ave.

O Belenenses, que permanece na 13ª posição, um lugar atrás dos pacenses, inaugurou o marcador logo aos seis minutos, por intermédio de Saulo, mas a equipa anfitriã restabeleceu o empate aos 22, atarvés de Cristiano, que concretizou o quarto golo no campeonato.
As duas equipas disputaram o jogo no Estádio da Mata Real sem a preocupante perspectiva de caírem na zona de despromoção, passando agora a deter, respectivamente, três e dois pontos de vantagem sobre Trofense, Vitória de Setúbal e Rio Ave.

No clássico da rodada, o francês Yebda abriu o placar para o Benfica, nos acréscimos do primeiro tempo, mas protagonizou o lance controverso da partida.
Aos 27 do segundo tempo, o árbitro Pedro Proença marcou uma falta inexistente dentro da área do meia do Benfica sobre o argentino Lisandro Lopez. O compatriota Lucho Gonzalez empatou a partida, na cobrança do pênalti.

No "clássico" do Porto, o francês Yebda inaugurou o marcador para os "encarnados", no período de compensação da primeira parte, mas protagonizou o lance controverso da partida.
Aos 72 minutos, o árbitro Pedro Proença assinalou uma falta inexistente do médio do Benfica sobre o argentino Lisandro Lopez e o compatriota Lucho Gonzalez estabeleceu o 1-1 final, na marcação do castigo máximo.

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