Novas Regras Ortograficas ja valem no Brasil

O novo Acordo ortográfico aprovado pelos sete países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa já estão valendo no Brasil desde o dia 1º de Janeiro de 2009. No entanto, segundo decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a antiga e a nova forma de escrita podem ser adoptadas até 2012, quando termina o período de transição. Em Portugal, por exemplo, as novas regras terão prazo até 2014 para serem adoptadas.
Entre as principais alterações na escrita está o desaparecimento do trema( que passa a qe), a queda de acentos e os novos padrões para o uso do hífen. Vale lembrar que somente a grafia é que muda, a forma de falar, os sotaques e o sentido das palavras não sofrem qualquer modificação.
No Brasil, as editoras e os escritores já se estão adaptando para acompanhar as mudanças, já que o país é o primeiro a adoptar oficialmente as novas regras ortográficas

11 comentários

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António J. Silva
admin
3 de janeiro de 2009 às 16:09 ×

Márcia, explica p.f. melhor esta alteração do "qe", se possível com alguns exemplos... Vamos escrever p.e. "inqérito", em vez de "inquérito"?

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Sónia Mendes
admin
5 de janeiro de 2009 às 10:07 ×

Bem... este é um assunto que ainda me deixa algumas dúvidas...
Acho muitíssimo bem que se fale e escreva igual em todos os locais onde se fala português, mas tenho algum receio... pois agora já se escreve tão mal, como é que se vai escrever bem agora com as alterações?!

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Márcia
admin
5 de janeiro de 2009 às 10:58 ×

As dúvidas sobre a nova ortografia serão sanadas com o tempo. É uma questão de tempo e paciência.

O trema desaparece definitivamente das palavras, quando a letra U for antecedida de Q ou G e seguida de E ou I.

Ex. lingüiça = linguiça
tranqüilo = tranquilo
freqüente = frequente
pingüim = pinguim
bilingüe = bilingue

Como o Brasil é o primeiro a adotar o acordo ortográfico é melhor que comece a escrever logo segundo as novas regras, então, não estranhem se aparecerem em meio texto palavras como voo sem acento; tranquilidade sem trema; ideia sem acento agudo...

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5 de janeiro de 2009 às 12:38 ×

Ao contrário da Sónia, eu não acho bem que se fale igual em todo o lado, ou melhor, tal não é possível - e nem sequer será necessário comparar Europa com África e Brasil, basta comparar Beijós com Penedo e Pardieiros, três formas diferentes de falar.

Quanto à escrita, a possibilidade de uniformização esbarra nas diferenças na forma de falar dos três continentes (já nem menciono Timor nem Macau, onde a língua se escreve, mas não se fala). Uniformizar a ortografia é uma operação cosmética, quando há tão acentuadas diferenças vocabulares (ex: pimbolim, ônibus, trem, mídia, barganha, AIDS, destinação, demanda, planejamento, treinamento, emissivo, esportes, time, acostamento, etc.) e, sobretudo, sintácticas.

Por razões profissionais, de vez em quando sou obrigado a escrever em inglês. Faço-o de forma diferente, consoante o alvo seja UK ou USA. Com ajuda do corrector ortográfico, não me custa. Os ingleses e americanos não se preocupam com o assunto e não é pela diferença na ortografia e nalguns vocábulos que o inglês deixa de ser a língua-padrão deste planeta.

Voltaremos ao bate-papo :) em 2014.

P.S. Devido ao anúncio do Scolari, todos sabem o significado de pimbolim, ônibus e trem; aqui fica a versão portuguesa dos outros vocábulos: media (meios de comunicação), negociação, SIDA, destino (de viagem), procura, planeamento, formação (treino, se for no desporto), emissor, desporto, equipa, berma.

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Márcia
admin
5 de janeiro de 2009 às 12:53 ×

A uniformização será somente na escrita e com relação às palavras que são comuns nos países.

A fala de cada país vai continuar a mesma. Não haverá mudança alguma.

Assim sendo, enquanto no Brasil falamos AIDS, em Portugal vocês continuam falando SIDA. Enquanto no Brasil falamos ônibus e trem, em Portugal vocês continuam dizendo autocarro e comboio. Nada disso vai mudar.

A fala, o som das palavras vai continuar a mesma, sempre. Até para as palavras que perderam acentos e o trema. Vamos continuar falando pingüim ou pinguim da mesma forma, somente a escrita é que será diferente. No mais, o pingüim falado continuará sempre com trema, com o som do trema, enquanto que o pinguim escrito ficará sem o trema.

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Patricia Pais
admin
5 de janeiro de 2009 às 14:00 ×

Ora aqui está um assunto que deve ser bem debatido...
Pois eu não sei se será mto bom esta mudança na ortografia...
Acho que o pais ainda nao está preparado para estas mudanças.
Para falar a sério nem eu....
Ainda tnho que me integrar bem neste assunto...

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Márcia
admin
5 de janeiro de 2009 às 14:22 ×

Patricia,

Ninguém está preparado para as mudanças, no entanto, se elas já foram sacramentadas o que temos de fazer é saber quais são as novas regras e irmos nos adaptando aos poucos. Se é inevitável, então é melhor começarmos já.

Em Portugal, somente em 2014 é que as regras passam a valer para vocês. Então, vocês terão mais tempo para se adaptarem às novas regras do que nós, brasileiros.

A partir de hoje os jornais brasileiros já começam a implantar a nova grafia. Então, já começamos a adaptação pela leitura dos jornais.

Outro item importante. No Brasil, com certeza que os futuros concursos públicos já
realização perguntas sobre a nova ortografia. Também já seremos obrigados a escrever a redação conforme a nova ortografia, senão estaremos perdendo pontos na hora da correção da prova.

Então, já que é inevitável, vamos voltar a estudar para assim escrevermos conforme as novas mudanças ortográficas.

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Patricia Pais
admin
5 de janeiro de 2009 às 16:25 ×

Vou esforçar-me ao máximo para estar prepara quando essas mudanças chegarem mesmo a portugal.

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Maria do Céu
admin
6 de janeiro de 2009 às 18:04 ×

Na minha opinião a linguagem falada e escrita não deve ser igual nos PALOPs. como dizia a minha Avozinha "cada terra com seu uso e cada roca com o seu fuzo".

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7 de janeiro de 2009 às 12:32 ×

Para uma visão mais lusa da coisa, ler este artigo de opinião no DN.

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10 de fevereiro de 2009 às 10:46 ×

Peço desculpa por ter de fazer um comentário longo, mas é só para ilustrar como o acordo "a correr bem" não vale nada para uniformizar o uso da língua.
Transcrevo um "despacho" da Lusa, nas versões Brasil e Portugal. Descubra as semelhanças:

Lisboa, 9 fev (Lusa) - Paços Ferreira e Belenenses, duas equipes em luta pela permanência na elite do futebol luso, empataram por 1 a 1, marcados por dois jogadores brasileiros, na partida de encerramento da 17º rodada do Campeonato Português.
Lisboa, 09 Fev (Lusa) - Paços de Ferreira e Belenenses, duas equipas em luta pela manutenção, empataram hoje 1-1 no jogo de encerramento da 17ºjornada da Liga portuguesa de futebol

O Belenenses, que permanece no 13º lugar, uma posição atrás do adversário desta segunda-feira, inaugurou o marcador logo aos seis minutos de jogo, com Saulo. A equipe da casa restabeleceu o empate aos 22 da primeira etapa, graças ao conterrâneo Cristiano, que marcou seu quarto gol no campeonato.
Os dois times disputaram o jogo no Estádio da Mata Real sem chances de caírem para a zona de rebaixamento. O empate deixou as equipes à frente de Trofense, Vitória de Setúbal e Rio Ave.

O Belenenses, que permanece na 13ª posição, um lugar atrás dos pacenses, inaugurou o marcador logo aos seis minutos, por intermédio de Saulo, mas a equipa anfitriã restabeleceu o empate aos 22, atarvés de Cristiano, que concretizou o quarto golo no campeonato.
As duas equipas disputaram o jogo no Estádio da Mata Real sem a preocupante perspectiva de caírem na zona de despromoção, passando agora a deter, respectivamente, três e dois pontos de vantagem sobre Trofense, Vitória de Setúbal e Rio Ave.

No clássico da rodada, o francês Yebda abriu o placar para o Benfica, nos acréscimos do primeiro tempo, mas protagonizou o lance controverso da partida.
Aos 27 do segundo tempo, o árbitro Pedro Proença marcou uma falta inexistente dentro da área do meia do Benfica sobre o argentino Lisandro Lopez. O compatriota Lucho Gonzalez empatou a partida, na cobrança do pênalti.

No "clássico" do Porto, o francês Yebda inaugurou o marcador para os "encarnados", no período de compensação da primeira parte, mas protagonizou o lance controverso da partida.
Aos 72 minutos, o árbitro Pedro Proença assinalou uma falta inexistente do médio do Benfica sobre o argentino Lisandro Lopez e o compatriota Lucho Gonzalez estabeleceu o 1-1 final, na marcação do castigo máximo.

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